Não é uma questão de dinheiro, é uma questão de tempo

Já alguma vez vos aconteceu um cliente pedir uma tradução para um determinado prazo, e, seja porque já têm outros projectos para entregar na mesma data ou por qualquer outro motivo, tiveram de pedir um adiamento ao cliente? Tenho a certeza que já passaram por isso mais do que uma vez…

E eu também.

E quando o cliente responde que precisa mesmo para essa data, e que até paga mais para fazer com que mudemos de ideias?

Bem, em alguns casos, acredito que provavelmente acabarão por aceitar – eu poderia fazer o mesmo, mas…

…na grande maioria dos casos, não aceito. Poderão perguntar porquê. Na realidade, é muito simples: não é uma questão de dinheiro, é uma questão de tempo!

Normalmente, quando peço um prolongamento de um prazo, não estou com intenções de cobrar uma taxa de urgência para conseguir fazer a tradução no prazo inicial. Não tenho mesmo é tempo para fazer a tradução nesse prazo, com padrões de qualidade elevados. Seja porque tenho outros projectos em mãos, com prazos muito próximos, entregas naquele dia ou até motivos pessoais, são as minhas razões. Gosto de entregar uma tradução com qualidade e existem certas áreas de especialização que necessitam de mais pesquisa, logo, será necessário mais tempo. E não posso prejudicar os projectos que já estão a decorrer, para fazer mais uma tradução.

Uma maneira de “agradar a todos” é pedindo ajuda a colegas. Algo que também faço, se for necessário. Mas nem sempre isso é possível. Primeiro porque muitas vezes também estão com projectos a decorrer e, segundo, porque será necessário um trabalho de uniformização final suplementar.

Deixo uma sugestão:

Tempo é dinheiro, sim, é verdade. Mas tempo também é qualidade! Tempo é também entregar uma tradução excelente, com a terminologia correcta e fluência de texto! Tempo é fazer um bom trabalho à primeira, o que vai ajudar a eliminar custos desnecessários!